Histórias de Moradores de Ubatuba

Esta página em parceria com o Museu da Pessoa é dedicada a compartilhar histórias e depoimentos dos Moradores do bairro da Brasilândia.


História da Moradora: Edna Maria Zavarezzi Onodera
Local: São Paulo
Publicado em : 02/01/2013



Vídeo: Onoderas


Sinopse

Lembranças da infância passada em diversas cidades do interior de São Paulo. O período de escola, as brincadeiras e detalhes da vida familiar. Ida para São Paulo e o primeiro emprego nos Diários Associados. Descrição do casamento e do relacionamento com o marido, Ikuo Onodera. O desenvolvimento da atividade e a iniciativa de estabelecer o sistema de franquias em parceria com sua filha Lucy Onodera. Análise e balanço da trajetória da empresa: da academia de ginástica aos serviços ligados a estética e bem-estar. A família, a administração de uma pousada em Ubatuba e planos e desejos para o futuro.

História

“No começo dos anos 80, eu e meu marido tínhamos uma academia de ginástica na Aclimação. Eu ficava na rua o dia todo panfletando, pendurando faixas e ainda tinha que cuidar das crianças, que na época eram pequenas. Como não podia pagar dois aluguéis, nós morávamos no porão da academia. Na verdade, eu dormia só quatro horas por noite. Terminava o horário da academia, tinha que fazer limpeza; aí no outro dia, de madrugada, aspirava a piscina e depois sentava na frente da casa para ser recepcionista.

Foi complicado. Mas aos poucos nós formamos uma clientela e aí começou a acontecer uma coisa engraçada, porque a gente também oferecia serviços de estética e, de repente, eles começaram a ser mais procurados. Era tudo novo, a própria palavra estética não era usada no Brasil.

Na época, quando perguntavam na escola para meus filhos o que a mãe fazia, eles diziam assim: ‘Ah, minha mãe tem um centro de estética.’ ‘O que é estética?’ Ninguém entendia o que era, e aí tinha que explicar: ‘É um ambiente onde você faz limpeza de pele, faz massagem, tratamento para celulite, para gordura localizada, flacidez.’ Aí é que as pessoas iam entendendo. As pessoas, mas não o meu marido. Ele não era muito a favor da estética. Ele achava assim: ‘Não, vai malhar que é melhor.’ Por mais que explicasse, por mais que, sabe, trouxesse a fisioterapeuta, e que mostrasse para ele que era bom, ele não conseguia entender. Mas eu insisti com a coisa e deu certo.

Um pouco porque era o caminho a seguir e um pouco porque eu fui atirada também. Por exemplo, eu acabei de pagar um carro, mas eu ia numa feira e via um aparelho assim, revolucionário, aí eu falava: ‘Quero esse aparelho.’ Não chegou ainda no Brasil. Ele está na feira, entendeu? ‘Não, mas eu quero esse aparelho!’ Isso eu fiz muito. Às vezes vendia um carro para comprar um aparelho. Meu marido, quando ele vinha de fora, viajava com a seleção de judô, quando ele voltava ele falava: ‘Cadê o carro?’ ‘O carro já era! O carro está ali naquele aparelho.’ ‘Mas como!?’ Eu falava: ‘Não, calma, porque esse aparelho vai virar dez carros logo, logo. Pode ficar tranquilo.’ Então tinha muito isso, eu fazia essas loucuras; eu não tinha medo de fazer. Eu fazia, depois ia ver no que ia dar. ‘Depois eu resolvo, depois eu faço dar.’ Então eu não fui uma pessoa medrosa, talvez por isso que deu certo. E aí foram abrindo outras casas, uma em Moema, outra no Anália Franco. Eu também fazia Shop Tour, tudo isso ajudou a coisa a bombar. Até que um dia alguém falou: ‘Por que você não faz franquia?’

Eu tinha medo que o negócio desandasse, mas depois fui admitindo abrir a franquia com pessoas que eu conhecesse, que já tivessem trabalhado comigo. Assim funcionou. Aí eu fui abrindo aos poucos para outras pessoas também, mas sempre atenta, sempre verificando. A gente tem o que a gente chama Gerente de Relacionamento, que são pessoas que visitam as casas, acompanham o trabalho. Para ver como está. Nós temos clientes fantasmas, que são clientes que vão lá nas casas da franquia e trazem todo o resultado do que está acontecendo. Por sinal, nós chegamos a descredenciar algumas casas no começo. Infelizmente aconteceu isso, porque não estavam trabalhando da forma correta. Foi um pouco complicado no começo. Hoje não, hoje está tudo no padrão."


História do Morador: Rodrigo da Silva Santos
Local: São Paulo
Publicado em: 12/08/2006
História: Catástrofe em Ubatuba
História

No ano de 1996, na cidade de Ubatuba, acontece uma catástrofe no bairro de Picinguaba. Uma tempestade muito forte se dá por volta de meia noite; todos estão dormindo, rezando para estar no próximo pôr-do-sol.

A família de meu pai, Alcimar, morava no sertão daquele bairro. Naquela noite, que horas depois se tornaria triste pelos fatos ocorridos, uma barreira cai sobre a casa de Dona Julia Lopes de Oliveira, uma senhora que tinha muitos filhos que viviam com ela. A natureza deixou seu rastro mais uma vez.

Aconteceu o que os moradores mais velhos previam e acreditavam, a água voltaria para buscar sua terra. Essa é uma história baseada em fatos reais, contada por uma pessoa que estava lá naquela noite que jamais seria esquecida.
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